Idiotices

Aquilo que penso e não tenho coragem de dizer em voz alta...

segunda-feira, maio 05, 2008

# 291

-Confias em mim?
-Claro que confio. Tanto como confias em mim!
-Então não precisas de saber.
-E tu não precisas de esconder.

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domingo, maio 20, 2007

# 243

-Amo-te.
-Estás a falar para mim?
-Que te parece? Vês aqui mais alguém?
-Não...
-Então porque foi essa pergunta?
-Para evitar ter que responder...

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terça-feira, abril 10, 2007

# 225

Perceber que se exerce um fascínio sobre um jovem de 25 anos deixa-nos mais ou menos com uma sensação de euforia, como se tivessemos o poder de um super heroi. Como se nada nos pudesse travar o caminho, poderiamos até ser os maiores... mas não...
Subir e cair tão rápidamente que nem se percebem quais os rastos das direcções dos movimentos... pode fazer ter uma sensação positiva, mas não é uma coisa positiva. A ideia é não alimentar essa coisa. É de alguma maneira subtil mas que não deixe margens para dúvidas ele perceber que amizade é apenas o que nos une. Detestaria ter de me afastar por não ter sido capaz de contornar uma situação deste tipo. Curioso... terá sido sempre assim e só agora ao fim de quase quatro anos é que eu percebi?

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sexta-feira, março 16, 2007

# 215

Um fim de semana de sol, andava ansiosa por uns dias assim, mil projectos, e a saber que não os conseguiria cumprir a todos, Sábado tornar-se-ia demasiado curto depois de uma manhã de ronha na cama. A Sexta á noite tinha sido esticada até ao limite máximo, faria amor tantas as vezes as que fossem possíveis antes de dormir. Ainda faria amor uma vez mais antes de se levantar, correria depois para as compras , para dar um jeito à casa. Com vontade de largar tudo e ir apanhar sol para qualquer sitio. Iria tentar deitar-se mais cedo na noite de Sábado, queria acordar ainda durante a manhã de Domingo para sair cedo de casa, voltaria a ela quando o dia tivesse acabado e já se fizesse sentir o frio que estas noites têm tido. Segunda voltaria tudo á rotina de sempre...

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sexta-feira, fevereiro 16, 2007

# 204

-Não podemos continuar a fazer amor todos os dias. Vamo-nos fartar um do outro rápido.
Ainda estávamos deitados quando o disseste...
-Por mim tudo bem.
-Espaçamos para de três em três dias, ou mesmo de dois em dois.
-Está bem, concordo.
-Muito bem!
Tinhas um ar vitorioso na cara...
No dia seguinte fomos levar o saco cama à casa acabada de comprar... ainda estava vazia, ainda precisava de obras.
-Anda cá... - chamaste-me com voz rouca.
-Mas não íamos espaçar?
-Sim... mas começamos amanhã... hoje tenho vontade de ti...
Durante o resto do tempo que namoramos, esse amanhã nunca chegou, acabamos por fazer amor todos os dias em que estivemos juntos... nunca cheguei a saber se te cansarias... cansei-me eu primeiro...

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terça-feira, fevereiro 06, 2007

# 198

Ontem cheguei tarde a casa, uma das primeiras coisas que faço independentemente se por ali fico ou não é ligar a tv, foi o que fiz, e depois fui abrir a água do duche e preparar-me para me aquecer naquela água quentinha, depois foram os cremes, a preparação que antecede um deitar para um adormecer tranquilo... passei pela sala para ver o que por ali dava... estava a passar a novela Jura, fiquei parada por instantes para perceber o que se passava ali... apanhei um diálogo de um casal que pelo que percebi tinham-sido-namorados-mas-agora-já-não-eram-porque-ele-ainda-gosta-da-ex-mulher-mas-ela-podia-ainda-estar-grávida-e-gostava-dele-mas-descobriu-que-ele-ainda-gostava-da-outra-que-o-deixou, enfim uma história que podia ser a nossa. Mas o que me chateou mesmo, o que me deixou irritada foi ele representar na perfeição o pedido de desculpas por não gostar dela, de lhe desejar felicidades, dizer que gosta dela mas não 'daquela maneira'. Foda-se! Será que ninguém percebe que quando isso acontece, os pedidos de desculpa ainda pioram mais as coisas? É bazar e acabou! Haja orgulho minha gente...

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sexta-feira, fevereiro 02, 2007

# 195

E de cada vez que me contavam que o fim de uma relação que tinham tido acabava quando o outro 'desaparecia' eu não conseguia perceber. A cobardia do ser humano irritava-me e procurava razões para isso, tentava justificar até quem não conhecia para acto tão mesquinho. Perguntava se estava tudo bem até ali, se tinham tido discussões, se houvera uma palavra mais amarga, algo que denuncia-se o que iria acontecer de seguida. Nada! De todas as vezes a surpresa fora a reacção ao acontecido.
Criticava quem agia assim e achava que nada poderia justificar semelhante acto... o desprezo era o meu primeiro sentimento...
Agora a frio penso que também eu sou capaz de agir assim... desaparecer, sendo esta a maneira mais fácil de enfrentar as coisas... ou fugir delas...
Mas acrescento e alivio o espírito com o pensamento de que para eu chegar a esse ponto é porque estou perante alguém que desaparece primeiro e volta quando lhe apetece, não gosto de andar à vontade dos outros, gosto que respeitem as minhas vontades também... ou então... que me esqueçam...
Senti pena dele quando acrescentou no fim da história e , com uma voz embargada... 'soube que ao fim de um mês de não saber nada dela tinha engravidado'.

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terça-feira, janeiro 30, 2007

# 193


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segunda-feira, janeiro 22, 2007

# 188

-Então estás boa? Queres ir ao café hoje?
-Não sei se posso... o x vai jantar a casa da namorada, mas se se despachar cedo ainda passa por aqui...
-Olha lá ainda andas nisso? Deixa o gajo a miar sózinho... se tem a namorada porque te quer a ti?
-Eu acho-lhe piada...
-E achas piada o facto de ele ter namorada? Que nojo... ainda aí chega com o cheiro dela...
- Olha lá para falares assim escusas de ligar!
-Falo assim porque gosto de ti e me preocupo contigo.
-Agradeço então. Mas da minha vida sei eu...
(Grande coisa que deves saber...)

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quinta-feira, janeiro 11, 2007

# 181

Ela sabia que não lhe queria nada, no entanto deixava-se arrastar pelas palavras dele, provocava-o... mas adiava o momento em que o poderia conhecer... as desculpas sucediam-se... ora por isto, ora por aquilo... desculpas nada mais que esfarrapadas que na certa ele entendia. Mas voltava a insistir, não tinha nada a perder, e além disso queria ganhar quem sabe um bom par de horas de sexo fugaz. Ela perguntou-lhe se era casado, ele respondera prontamente que não, mas que tinha uma namorada. Ela falou-lhe no ditado 'mais vale uma na mão do que duas a voar', ele mandou um smile em resposta, chamou-lhe querida e disse que confiava nela... ela não mandou sorriso nenhum... respondeu que logo se veria... e marcou então um encontro para o final desse dia. Ele aceitou... ela tirou a aliança do dedo e escondeu-a na mala...

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